Modelos de Social Commerce

Muito se fala das redes sociais e sua influência nas decisões de compra. Vale lembrar, antes de tudo, que além das redes sociais na Internet, devemos ficar atentos a mais primitiva delas: a interação entre as pessoas em seus círculos sociais offline. Pode-se afirmar que as redes sociais na Internet ajudaram a potencializar e encurtar as distâncias entre as pessoas, mas ainda funcionam da mesma forma, na medida em que pessoas influenciam pessoas em várias ações, especialmente na hora de tirar a carteira do bolso.
O e-commerce – é claro – também sofre influencia das redes de pessoas, assim como o varejo offline. 
Entretanto, um termo vem ganhando muito destaque: o Social Commerce. Este modelo de compra também não surgiu com a ascensão das redes sociais e da Internet, pois muito antes disso, as pessoas conversavam entre si na hora de realizar alguma compra. Contudo, como Internet ajuda a potencializar estas conversas, o Social Commerce vem crescendo e se dividindo em vários modelos de negócio.

Formatos de Social Commerce

A 1° edição da revista E-commerce Brasil, uma publicação da Imasters em parceria com 20 empresas, tem como uma das matérias o sucesso do social no e-commerce. A matéria “O Sucesso do comércio eletrônico está no social” de Emily Figueiredo, aborda além do visível sucesso deste modelo de e-commerce, suas variações. Aparentemente, o modelo das compras coletivas e dos clubes de compra parece traduzir o conceito do Social Commerce, no entanto o social no varejo é muito mais do que estes dois.

Compra Coletiva
Como dito anteriormente, as compras coletivas estão no topo dos modelos de Social Commerce. O fato de terem estourado há pouco no Brasil e abrangerem milhões de pessoas, faz deste modelo um dos mais populares. Sites como Peixe Urbano, ClickOn e GroupOn são as referências neste campo.
Clubes de desconto
Junto ao modelo de compra coletiva, os clubes de desconto também são muito populares no Brasil. Ao fazer parte de um clube, o consumidor participa de promoções exclusivas que só os membros têm acesso. Sites como Privália, BrandsClub e Coquelux representam este modelo de Social Commerce.
Comunidades
As comunidades de compradores ajudam a criar grupos que avaliam o desempenho de lojas e produtos. Juntas, estas pessoas trocam informações sobre suas experiências e contribuem para que outros membros tomem suas decisões de compra. ReclameAqui e Confiômetro são dois exemplos de sites onde a comunidade avalia o desempenho de varejistas, empresas de bens de consumo ou prestadores de serviço.
Comparadores de preço e recomendações
Apesar de os buscadores de preço como o Buscapé e Bondfaro, por exemplo, não explicitarem o social em seus modelos, ambos possuem o poder das recomendações provenientes do eBit para que os próprios consumidores avaliem as lojas. Assim, ao buscar pelas melhores ofertas, é possível conhecer a reputação das lojas e, além do preço, levar em conta o tratamento dado pelas empresas aos seus clientes.
Social Cashback
O modelo de Social Cashback ainda é recente e pouco difundido no Brasil. Em linhas gerais, este modelo de Social Commerce oferece um reembolso aos consumidores de acordo com o valor da compra.
Quanto mais pessoas comprarem na mesma loja ou o mesmo produto, maior é este reembolso. Em outras palavras, o consumidor ganharia uma “recompensa” ao incentivar sua rede de contatos a adquirir na mesma loja ou o mesmo bem. No Brasil temos o Compra3 que trabalha neste modelo.
Social Shopping
O Social Shopping utiliza o poder do boca-a-boca para disseminar ofertas e descontos, tendo a Internet como um grande catalizador. Este modelo de Social Commerce ajuda a compartilhar opiniões, ofertas e descontos. É o ato de reunir as pessoas, saber suas opiniões e encontrar as melhores ofertas. O Bloompa é um dos exemplos de sites de Social Shopping.
Além destes modelos, um que gosto muito é o do Camiseteria. Nele, o social e as pessoas estão envolvidas deste o momento da definição do produto estará à venda até a compra.
Assim como as pessoas são plurais, o Social Commerce também é. Obviamente, existem outras formas de comprar baseado na interação (como a psicologia das compras), mas o interessante é perceber como os modelos de negócio se reinventam ou surgem para suprir as necessidades das pessoas. Todas estas variações mostram mais do que nunca, que o social veio para ficar e deixar o estigma da frieza da Internet para trás.
Fonte: Midiatismo

Felipe Rodrigues da Silva

Consultor em E-commerce, sócio fundador da ZIO Soluções em Internet, com mais de 15 anos de experiência nas áreas de Internet, TI e Desenvolvimento de Software. E atuou na área de TI, em grandes empresas como Terra Networks, Grupo RBS, Unisinos e outras, hoje atuando como Consultor de E-commerce nos mais diversos segmentos.

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